# Hoje foi a minha vez – Parte II

- **Autor:** Padre Hugo Martins
- **Data:** 2020-08-15T17:30:00+00:00
- **Categoria:** António Alçada
- **URL Original:** https://padrehugo.com/blog/hoje-foi-a-minha-vez-parte-ii-2

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Obviamente, a família teve um papel fundamental na recuperação. Estando fechado em casa, era necessário ter um ambiente motivador. Caso contrário, teria que ser forçosamente hospitalizado.&nbsp;





E, como os marinheiros, esse "refúgio" acabou sendo fundamental até a "tempestade" se acalmar. A melhor lição que aprendi deste triste episódio da minha vida foi a importância da nossa família núclear como factor de estabilidade emocional.&nbsp;





O prazer da companhia, socializar, mal-entendidos, as "nossas" vozes, acabam-nos dando o "alimento" suplementar que nos transporta para a razão e o equilíbrio do pensamento. Mais do que remédios, a família nesse caso acabou sendo "sagrada", como os nossos ancestrais me ensinaram.





E eu sou sincero. Nunca, mas nunca, eu pensei nisso!





No entanto, a parte fisiológica também tinha uma preocupação médica. Era necessário melhorar a conexão entre o cérebro e os membros. A medicação, nesses casos clínicos, não promove a calma ou o sono. É o oposto. Então, tomei serotonina e, de facto, complementei o tratamento com sucesso. Infelizmente, esse tipo de distúrbio mental é muito frequente em nossos dias, principalmente apoiado em problemas sociais como no trabalho e na família.&nbsp;





O equilíbrio é muito difícil nos tempos modernos e a instabilidade está-se proliferando na sociedade. É uma questão de tempo, de facto!





Estas doenças são motivadas por dois aspectos principais: pressão no apoio ao trabalho, devido à consequente redução de custos e, por outro lado, nenhum exercício físico para alterar o estilo de vida sedentário.





Em Portugal é frequentemente esta situação, nomeadamente em gerentes ou diretores. As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte neste país.





Luanda, 08 de Agosto de 2020





António José Alçada
